Novas perspectivas
Na última quarta-feira (25), o Santos assinou um contrato de patrocínio máster com a Novibet, válido por três anos. Além do pagamento de R$ 35 milhões fixos por temporada, o contrato estabelece um modelo de revenue share, no qual o Santos terá direito a 25% de todo o faturamento da Novibet gerado pelas movimentações de torcedores santistas na plataforma, o que pode elevar o valor total do contrato para até R$ 85 milhões por ano.
Revenue share é um modelo de remuneração baseado na divisão de receita gerada. Em vez de receber apenas um valor fixo, a parte envolvida ganha um percentual sobre o faturamento obtido a partir das vendas ou movimentações geradas.
A marca da Novibet, que é uma operadora premium da Boost Company, já pôde ser vista estampada na camisa do Santos no jogo contra o Vasco, na última quinta-feira (26), em vitória do Peixe na Vila Belmiro com dois gols de Neymar.

Créditos foto: Raul Baretta/ Santos FC
Qual a diferença deste acordo de agora do clube brasileiro?
Historicamente, outros clubes brasileiros já firmaram parcerias com componentes de participação na receita, como o Flamengo e a BS2 em 2019, e a duradoura parceria entre o Corinthians e a BMG. Entretanto, o que destaca o novo contrato do Santos com a Novibet é a proporção e a dependência do valor variável para atingir o teto projetado:
- Participação Direta: O clube tem direito a 25% da receita líquida gerada pelos novos usuários captados pela parceria.
- Peso no Total: Enquanto o valor fixo é de R$ 50 milhões, representando quase 60% do potencial total do contrato (R$ 85 milhões).
Portanto, o Santos não inaugura o modelo, mas o eleva a um nível de protagonismo financeiro raramente visto em patrocínios máster no Brasil, transformando o clube em um sócio direto do desempenho comercial do patrocinador.
Como isso influencia o mercado?
Esta parceria serve como referência para futuros negócios no Brasil ao consolidar uma mudança de paradigma no futebol brasileiro: o fim do patrocínio meramente contemplativo e o início da era do patrocínio de performance.
Assim, para o mercado esse modelo estabelece novos padrões em quatro frentes principais:
- O Clube como Operador de Marketing (Super Parceiro)
- Sustentabilidade Financeira e Alinhamento de Interesses
- Monetização Direta da Paixão (Engajamento Qualitativo)
- Transparência e Governança
Sob a ótica estratégica, esse modelo de participação direta no faturamento consolida uma tendência clara: o patrocínio deixa de ser apenas exposição de marca e passa a ser engenharia de performance baseada em dados, engajamento e conversão.
Ao transformar o clube em um agente ativo na geração de receita, cria-se um alinhamento estrutural entre audiência, marca e monetização, exatamente o que sustenta o ecossistema de parceiros no iGaming.
Reflexos internos
Para a Boost Company, esse movimento amplia perspectivas relevantes: valida o modelo de revenue share como padrão dominante, reforça o papel do parceiro como parceiro estratégico (e não intermediário) e abre espaço para novas integrações entre esporte, influência e performance digital.
Em um mercado que caminha para contratos cada vez mais orientados a resultado, quem domina dados, audiência e conversão não apenas participa da receita, passa a moldar o futuro do negócio.


